terça-feira, 18 de setembro de 2012

Almas Inquietas

Boa noite !

http://pelasalmasinquietas.blogspot.com.br/





QUINTA-FEIRA, 15 DE JULHO DE 2010

Alma inquieta - Olavo Bilac

Só para não perder o costume... rsrs


ALMA INQUIETA
Olavo Bilac
A avenida das lágrimas
A um Poeta morto
Quando a primeira vez a harmonia secreta
De uma lira acordou, gemendo, a terra inteira,
- Dentro do coração do primeiro poeta
Desabrochou a flor da lágrima primeira.
E o poeta sentiu os olhos rasos de água;
Subiu-lhe à boca, ansioso, o primeiro queixume:
Tinha nascido a flor da Paixão e da Mágoa,
Que possui, como a rosa, espinhos e perfume.
E na terra, por onde o sonhador passava,
Ia a roxa corola espalhando as sementes:
De modo que, a brilhar, pelo solo ficava
Uma vegetação de lágrimas ardentes.
Foi assim que se fez a Via Dolorosa,
A avenida ensombrada e triste da Saudade,
Onde se arrasta, à noite, a procissão chorosa
Dos órgãos do carinho e da felicidade.
Recalcando no peito os gritos e os soluços,
Tu conheceste bem essa longa avenida,
- Tu que, chorando em vão, te esfalfaste, de bruços,
Para, infeliz, galgar o Calvário da Vida.
Teu pé também deixou um sinal neste solo;
Também por este solo arrastaste o teu manto...
E, ó Musa, a harpa infeliz que sustinhas ao colo,
Passou para outras mãos, molhou-se de outro pranto.
Mas tua alma ficou, livre da desventura,
Docemente sonhando, às delícias da lua:
Entre as flores, agora, uma outra flor fulgura,
Guardando na corola uma lembrança tua...
O aroma dessa flor, que o teu martírio encerra,
Se imortalizará, pelas almas disperso:
- Porque purificou a torpeza da terra
Quem deixou sobre a terra uma lágrima e um verso.



Enfim férias: ao mestre com carinho

Enfim as merecidas férias... e para comemorar houve uma confraternização entre os professores na escola estadual, e o almoço estava mais ou menos, teve feijoada completissima,  hehehe, nem preciso dizer se repeti o prato... hehehe
Bom, tivemos os discursos, que é uma coisa que eu aprecio muito nesses encontros, trocas de experiências, e mais um professor completa sua jornada e missão de elevar o conhecimento, 25 anos de profissão... é de tirar o chapéu, nesse momento fiquei pensando e fazendo as contas para saber quanto falta para chegar a minha vez... hehehe... mas continuando, em suas palavras cheias de emoções foi possível perceber a satisfação pelo dever cumprido, apesar de sempre estarmos reclamando da desvalorização que o Estado tem conosco, das condições de trabalho e da clientela que a escola tem recebido nesses últimos tempos, nós resistimos bravamente e considero muito louvado isso, ao ver um companheiro/colega/amigo de trabalho chegar tão longe em sua trajetória, ainda mais quando este companheiro de profissão também foi nosso mestre e fez parte do processo de amadurecimento profissional/aprendizagem quando trocávamos algumas conversas a respeito da educação, dos desafios, dos entreveiros do dia a dia.
A educação hoje perde um grande profissional que dedicou grande parte de sua vida a um propósito...


DOMINGO, 4 DE JULHO DE 2010

Reflexão

Hoje recebi um print screen de um amigo, para minha surpresa, ao ver a imagem e ler o que estava escrito, me bateu uma enorme felicidade ao ser lembrando por uma aluna que hoje não dou mais aulas, mas compartilho com vocês...




Na sociologia falamos que a SOCIALIZAÇÃO é um processo de inserção do indivíduo no meio social (sociedade), sendo dividida em fase primária e secundária, todas as nossas vivências e experiências do mundo sensível e intelectivel fazem parte do nosso processo de socialização, que por algum motivo ou outro marcaram nossas vidas.

Certa vez ao ler o livro "O bom professor e sua prática de ensino" da autora Maria Isabel da Cunha, em uma de suas passagens a autora analisa que os professores chatos, que pegam no pé dos alunos, são os que mais marcam a vida das pessoas e sempre são lembrados como exemplos de bons professores, confesso que tal leitura me deixou naquele momento um tanto apreensivo, pois sempre imaginei que os meus bons mestres, aqueles que me marcaram, foram aqueles que conseguiram construir um elo de amizade entre PROFESSOR E ALUNO, e não no sentido de PROFESSOR X ALUNO, e essa imagem foi a que tomei como exemplo que deveria levar para minha vida profissional, acho que eu estava certo!

“O importante não é estar aqui ou ali, mas ser. E ser é uma ciência delicada, feita de pequenas-grandes observações do cotidiano, dentro e fora da gente. Se não executarmos essas observações, não chegamos a ser... apenas estamos e desaparecemos”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

QUINTA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2010

Balanço da Semana: errar sempre e mais

Uma das máximas da vida é estar errado as vezes e ser surpreendido sempre, essa semana meus queridos da Escola de Comércio me deram uma prova viva disso, depois de estar já desacreditado que poderia ser realizado bons trabalhos, me surpreenderam com excelentes vídeos, como diz o jargão "AÍ SIM FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE", a vocês TALENTOSOS meu respeito e admiração, com certeza deram um show... e uma lição em mim (rs).

 

"O Brasil é um enigma. É próprio de um enigma provocar interpretações polissêmicas e contraditórias. Todo enigma verdadeiro é, ao mesmo tempo, ficção e realidade" 
Afonso Romano de Santana

SEGUNDA-FEIRA, 21 DE JUNHO DE 2010

Reflexão do dia

Recebi esse poema de uma pessoa muito especial!
Fica aqui como pensamento do dia.

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mário Quintana

DOMINGO, 20 DE JUNHO DE 2010

Os Sete Pecados Capitais

Galera estava pesquisando sobre alguns assuntos e achei essa matéria muito interessante e super atual, então resolvi compartilhar com vocês!

Os sete pecados capitais
Por Wilson Bueno

Dramas e comédias da Avareza, da Gula, da Inveja, da Ira, da Luxúria, do Orgulho e da Preguiça

A Avareza
Quando ele trouxe o objeto e o colocou em cima da mesa, todos pensamos poder compartilhar de sua sedução estrangeira. O objeto tinha vindo de um país muito distante e à luz da tarde brilhava feito fosse de ouro. Mas ele permanecia o tempo todo à frente do objeto, cobrindo-o com seu corpo. Quando um de nós tentava se aproximar, ele se interpunha, não permitindo sequer que víssemos o objeto de mais perto.
Cochichávamos pelos cantos, tentávamos driblar a vigilância do avarento homem e espichávamos o pescoço para, ao menos, quem sabe, alcançarmos ver o objeto em detalhes, pois nem sequer havíamos conseguido distinguir direito do que, a rigor, se tratava.
Interessantíssimo foi quando, exaustos em nossa curiosidade, nos retiramos da sala, e um de nós, não sabemos agora quem, registrou, preciso, a hora em que ele, o avarento homem, dono absoluto do objeto, fatiando-o sem pressa, devorou, pedaço a pedaço, a sua refulgente textura dourada.
E a boca do avarento homem, não contem a ninguém, ficou, assim brilhando na sala feito ele tivesse lambuzado os lábios com a tinta fosforescente de um escaravelho de ouro.

A Gula
Compulsiva e esfaimada, como era de sua natureza, desde antes de se constituir uma falha, a Gula queria saber, de modo não mais guloso que o de costume, por que a Mentira não fôra incluída entre os pecados capitais.
Mas a Gula, aquela tarde, tanto se empanturrou, ao longo do dia, de cremes, panquecas e goiabas, para escândalo dos esquálidos jejuadores da Floresta, que, ao ser perguntada o que fizera de seu dia, mentiu que não fizera nada -estava de regime.
E quanto mais constatava que mentir não era pecado, ao menos capital, mais comia com uma verdade além que gorda, plena de bocas, gargantas e acepipes.

A Inveja
A Inveja perguntava aos duendes da noite sobre os atavismos da espécie, principalmente depois que os duendes da noite foram destituídos de sua condição de pequenos anjos noturnos pelas leis canônicas que regem os pecados, o tempo e os demônios.
Descrentes das mutáveis leis dos grandes deuses, os duendes pareceram-nos doces aquela manhã e riram de si e de sua própria pança. A Inveja queria saber, e o tempo todo se perguntava, sobre os atavismos da espécie.
Sabem como?
Com inveja, com muita inveja das espécies sem atavismos e que vivem à margem da História, órfãs do passado e também órfãs do futuro.
Ah, como cintilavam, estrelas baldias, as espécies sem atavismos, num abandono que a inveja decididamente não tinha.

A Ira
Decidimos enjaular o raivoso em uma urna de vidro. Como batia-se muito contra o cristal, nos ocorreu que, a se comportar sempre assim, poderíamos exibi-lo a preços módicos, de cidade em cidade, em praças públicas ou teatros fechados, e angariar com isso algum trocado.
Tarefa, achamos, derrotada por sua própria natureza, pois o raivoso sempre arranjava um jeito de fazer a jaula de vidro a cacos.
E o que era pior: apoplético, nessa hora, empenhava-se em enxovalhar-nos, bem a nós os que lhe providenciamos a jaula de vidro, preocupados que, fora dela, ele pudesse vir a se machucar seriamente.

A Luxúria
Num remoto harém dos contos das mil e uma noites, o poeta El Rachid Al-Saad foi assassinado de forma até hoje misteriosa.
Uns dizem que, pasmo de êxtase ante a beleza nua da mais bela virgem do Reino, tombou vencido; outros porque, usuário de ópio, fumara um pouco além da conta e acabara caindo da cama, inerte; e outros ainda a debitar a sua morte súbita à hora em que, do orgasmo, conhecera um gozo além, muito além do orgasmo. E que logo as Bruxas nomearam de Luxúria e passaram a coibir sua prática, jogando sobre os amantes água fervente.

O Orgulho
O rabino se chamava Jacob Siegelman e a sua maior vaidade, segundo ele mesmo expressava, batendo às vezes no peito, era a de não ter vaidade de coisa alguma. E, assim, todos os Sábados passeava pela sinagoga a sua humildade -pobre e esfarrapada, quase servil.
Humildade? Isto até o dia em que se fez necessária a demonstração de tão alta virtude. Reunida para os ofícios religiosos do Sábado, a comunidade resolveu elegê-lo chefe de distrito, uma espécie de prefeito, justo por sua apregoada honradez. Mas, claro, cargo assim tão honorífico e cuja maior característica era a ausência de remuneração, o rabino Siegelman não aceitou. Insistiram e ele teimou em não aceitar.
E, quando perguntado por que não acatava a decisão da maioria que o desejava chefe de distrito, respondeu, de modo cândido, que uma vez empossado no cargo, teria outro motivo para demonstrar a todos, de modo ainda mais esforçado, a sua humildade essencial. A mais santa e a mais exaltada humildade do mundo, a crer nas palavras com que dizia isso, não cabendo em si de tanta soberba.
E todos então compreenderam que o rabino Jacob Siegelman de humilde não tinha nada.

A Preguiça
Nessa história de preguiçosos, o mais interessante não são os preguiçosos, mormente do sexo masculino, mas uma preguiçosa ou para ser mais exato -uma deusa preguiçosa.
Vivia tão desmobilizada de si e do seu séquito, a deusa de que falamos, que, toda vez que recebia os intermediários entre o Céu e a Terra, os recebia com sono, o pescoço ao de leve inclinado para a esquerda, em cochilos rápidos e espaçados.
E foram tantos anos assim que, convenhamos, não há pescoço que agüente, ainda mais em sendo de uma deusa há quase três séculos a cabeça sonolenta inclinada para a esquerda, o queixo a encostar no ombro. Lindos os ombros da deusa, um esbanjar de beleza o seu rosto, e sobretudo o nariz, por onde ressonava árdua e extensamente.
Isto até o dia em que os semideuses a retiraram do trono de audiências, só uma estátua amorfa, comida pela gangrena dos dias e enregelada na fixa imagem da deusa que sempre fôra -de torto pescoço e o corpo meio pendente de lado.

(Publicado em 7/4/2007)
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Wilson Bueno
É escritor, autor, entre outros títulos, do livro de fábulas "Cachorros do Céu" (ed. Planeta), que esteve entre os finalistas do prêmio Portugal Telecom de 2006.


SEXTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2010

José Saramago

O mundo perde hoje mais do que um escritor, mas um intelectual que lutava pelo direito das minorias, que sua luta não seja esquecida, que sua literatura permaneça em nossas mentes e corações a fim de um dia, que o seu sonho, nossos sonhos sejam realizados...




“O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, sou um cego, é o que temos aqui. Então perguntou o velho da venda preta, Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira. Ninguém lhe soube responder.” (Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago) 

16/11/1922 - 18/06/2010

TERÇA-FEIRA, 15 DE JUNHO DE 2010

Reflexão da Semana

Durante as aulas dessa semana, algumas coisas me fizeram pensar e refletir sobre o que está acontecendo com os jovens, tenho acompanhado um grande desinteresse por parte deles na escola/educação, ela hoje se tornou somente um espaço de SOCIALIZAÇÃO ou encontro como preferirem chamar, e perdeu seu caráter do templo do saber e conhecimento, a cada dia me impressiona a falta de perspectivas dos alunos, coisa que me deixa no mínimo preocupado com o futuro daqui para a  frente, as vezes ainda não compreendo como a educação deixou de ser interessante, coisa que há algum tempo atrás era sinônimo de crescimento e melhoria de vida. Qual será o futuro para esses jovens? Será que eles pensam no futuro? Talvez podemos chamar esses jovens de geração do FODA-SE, que possuem como slogan o que importa é o aqui e o agora. E essa tendência temo eu, é piorar com o passar dos anos, se nada for feito. Parafraseando o gênio Renato Russo que através de letras e canções bem tramadas (pessoas legais morrem cedo neste país), fica o recado do mestre "...Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?..." .

DOMINGO, 13 DE JUNHO DE 2010

Atenção navegantes (alunos) da Escola de Comércio

Galera as provas bimestrais de SOCIOLOGIA da Escola de Comércio serão compostas de 10 questões para cada sala!
Abraços Godô
xD